sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A sessão de jogo

Foto da última sessão de jogo:

Em sentido horário da esquerda para direita: Job, Rafael (Icarus), Max, Paulo, Rodrigo e Luciano

22 de Novembro 1928

O grupo tenta obter mais informações de Edwards uma vez que descobriu seu primeiro nome: Montague.

Eles ficam sabendo que MONTAGUE EDWARDS é um negociante, um empresário bem sucedido residente de Mercy Hill, uma das regiões mais abastadas de Londres e que possui um negócio em Surrey. Ele trabalhava com importação de artigos valiosos trazidos do oriente.
Infelizmente, as informações obtidas, dão conta de que Edwards vendeu seus negócios e que não reside mais na sua mansão. Os vizinhos lembram dele como uma pessoa cordial e discreta, ele não deixou qualquer contato.

VINCENT TUCK - Davemport, Morrison, O´Malley, Murdoch e Pietro visitam a agência do detetive Vincent Tuck, que fora contratado por Grahan Roby para seguir seu irmão Alexander. O escritório modesto em Islington fica no segundo andar de um velho prédio.
Tuck parece ser um homem íntegro e profissional, quando questionado a respeito de seu trabalho para o Sr. Roby afirma que por uma questão de ética nãop ode divulgar o resultado de sua investigação. Depois de ser convencido pelo grupo de que seu objetivo é o bem de Alexander, Tuck aceita falar sobre o assunto.
O detetive abre seu arquivo sobre o caso e apresenta o que apurou:
- Ele seguiu Alexander por três semanas. Nesse período Alex esteve na companhia de três indivíduos: Montague Edwards, Malcom Quarrie e um certo Lawrence Bacon.

- A pesquisa de Tuck apurou que Edwards é um homem de negócios bem sucedido, Quarrie é um professor universitário na Pembroke e Bacon um negociante de livros e antiguidades em Londres. Destes ele parecia mais ligado a Edwards.
- Alexander visitou o Museu Britânico e a Biblioteca na companhia destes senhores. Parecia estar trabalhando em alguma pesquisa ou estudo. Ele tomou parte em reuniões na casa de Bacon. Essas reuniões terminavam muito tarde e o detetive não imagina qual a natureza delas. A casa de Bacon é uma mansão edwardiana com muros altos que serve também como seu local de trabalho. Ele só negocia suas mercadorias coom hora marcada e através de apresentação. (Tuck obteve o cartão de apresentação de Bacon)
- Finalmente Tuck revela que em meados de 1926 seguiu Alexander, Edwards e Bacon até a Victoria Station onde eles apanharam um trem para o interior. Ele seguiu o trio até um povoado chamado Clare Melford. Lá o trio encontrou Malcolm Quarrie e mais uma dúzia de indivíduos em um pub chamado Holloways.
- De lá, todos foram de carro até uma fazenda pertencente a um tal Jennings. Ele havia alugado o local para esses senhores. Tuck afirma que seguiu o grupo em seu automóvel e ficou nas imediações observando o que acontecia. Durante a madrugada, o detetive começou a ouvir sons estranhos, gritos e outros barulhos que o deixaram em estado de alerta. Um denso nevoeiro desceu sobre a fazenda e luzes apareceram no céu noturno. Assustado, Tuck desistiu de sua vigília e retornou a Londres disposto a se desligar do caso.
O detetive não sabe o que aconteceu na fazenda "mas com certeza foi alguma coisa sinistra" completa com uma expresão preocupada. Ele aconselha o grupo a abandonar a investigação e diz que não quer mais nada com o Sr. Roby, seus colegas ou com as estranhas atividades com as quais eles estão envolvidos.
O detetive os acompanha até a porta do escritório onde se despede.

HANDOUT - Carta do Dr. Lionel Trollope

Caro Senhor,

Escrevo logo após nos despedirmos de nosso encontro. Eu serei muito franco – e, por favor, perdoe qualquer incômodo que isso possa causar. Depois de nossa conversa, senti que o senhor – e seus associados - demonstra real preocupação com a situação do jovem Alexander e como amigos, desejam ajuda-lo. Assim sendo, resolvi depositar em vocês minha confiança. Além disso, sinto a necessidade de tirar o peso das minhas costas e compartilhar coisas que deixei de dizer anteriormente. Eu hesito em colocar essas informações no papel, mas não obstante prossigo.

Ao contrário do que possa parecer, estou ansioso por ajudar Alexander. Seu pai era um bom amigo, de modo que eu conheço o jovem desde criança. Ele é um rapaz decente, que, penso eu, foi vítima de circunstâncias infelizes.

Deixe-me começar relatando minha primeira visita a Alexander em St. Agnes, ocorrida em Junho de 1927. O Dr. Highsmith disse que na ocasião, Alexander não estava medicado e que estaria lúcido, comprovei que este era o caso, embora ele manifestasse episódios de confusão. Nossa conversa foi breve e estranha. Ele parecia bem diferente do rapaz que conheci. Uma das poucas coisas que ele relatou e que fez algum sentido, dizia respeito a um livro de sua autoria. Vocês podem não estar cientes disso, mas Alexander publicou anos atrás um trabalho chamado “O Andarilho no Lago”. Eu tenho em minha biblioteca um volume deste livro, embora jamais o tenha lido (seu conteúdo sempre me pareceu difícil de digerir). Ao voltar para Londres encontrei o livro e após iniciar sua leitura senti que era difícil coloca-lo de lado, embora ainda o achasse particularmente bizarro. Estranhamente, alguns trechos estavam em alemão, traduzi da melhor forma embora meu conhecimento do idioma seja limitado. Algumas passagens lembraram a conversa que tive com Alexander no asilo e pude compreender que esse livro é um dos motivos de sua atual instabilidade mental.

Minha segunda visita ao asilo aconteceu cerca de seis meses após a primeira, logo depois do Natal. Nessa oportunidade ele infelizmente estava sob o efeito de medicação. Frustrado, achando que minha viagem até o asilo seria improdutiva tentei uma experiência por conta própria. Eu havia trazido em minha valise algumas anotações sobre o livro e diante de Alexander comecei a ler os trechos. Não sei explicar exatamente o que esperava com isso, suponho que estivesse tentando provocar uma reação de algum tipo. Ao ler as passagens, percebi que havia chamado a atenção de Alexander e ele começou a repetir minhas palavras, sobretudo um trecho em alemão. Eu parei de recitar as palavras, mas ele prosseguiu em um ritmo cada vez mais rápido fazendo um estranho sinal com a mão. O que aconteceu em seguida é difícil explicar.

Ele continuava repetindo o trecho em alemão, até que me levantei para interrompê-lo, pois seu estado de excitação me assustou. De repente senti uma fraqueza e desmaiei. Quando despertei, haviam passado alguns minutos, um dos enfermeiros me ajudava e Alexander observava atrás dele. Sua expressão era triste e ele disse em um sussurro: “Sinto muito Doutor, o senhor não estava pronto para ver isso”.

Não posso deixar de suspeitar que Alexander saiba das circunstâncias misteriosas que cercam a morte de seu pai e irmã, e que essas mortes foram resultado direto do envolvimento de pessoa ou pessoas que o manipularam. Nos últimos anos Alexander esteve na companhia de um homem chamado Edwards. Este senhor é um bem sucedido empresário, com interesse em ocultismo. O pouco que sei a respeito dele, foi obtido através de informações colhidas por um detetive particular chamado Vincent Tuck, contratado por Grahan para saber das atividades do irmão pouco antes da tragédia. Eu temo que Alexander, se libertado, irá procurar por Edwards uma vez mais, o que poderia ser desastroso.

Sinto que fiz o certo ao compartilhar minhas impressões com o senhor. Não preciso pedir sua discrição nesse assunto, para o bem da família de Alexander e para sua própria segurança. Estou inteiramente à disposição para que possamos conversar mais. Contarei mais a respeito de minhas suspeitas quanto a Edwards, em um próximo encontro.

Por fim, relutei em falar a respeito do que vi enquanto estive desmaiado naquela cela do Asilo St. Agnes. Mas se vou confiar em você, devo relatar todos os acontecimentos, mesmo os mais inacreditáveis.

À medida que Alexander falava, eu percebi que não estava mais naquele lugar. Não sei explicar como; mas ao abrir os olhos era como se tivesse sido transportado para outro lugar, uma câmara muito maior, iluminada por tochas. As paredes de pedra cinzenta eram recobertas de estranhos hieróglifos dos quais nada pude compreender. Levantei-me sobressaltado e caminhei até uma ampla passagem que levava a uma varanda. De lá constatei que aquele salão fazia parte de um prédio muito maior e tive a vista de uma esplêndida cidadela, diferente de tudo o que já vi. Não pertencia a qualquer civilização que eu pudesse reconhecer. A paisagem era dotada de ruas largas, construções abobadadas e palácios magníficos. Rampas, escadarias de mármore, grandes obeliscos e colunas de pedra trabalhada. A cidadela ficava no centro de um imenso lago de águas escuras e plácidas. Instintivamente olhei para o alto e para meu horror lá encontrei uma série de estrelas estranhas e dois sóis: um vermelho e outro esverdeado despontando no céu noturno.

Foi então que senti uma inominável aura de ameaça ao meu redor. Uma esmagadora força invisível que parecia tomar ciência de minha presença. Aterrorizado deixei a sacada correndo para a câmara e em meu pânico sequer olhei para trás. Felizmente a visão começou a se dissolver diante de meus olhos e no momento seguinte não estava mais naquele lugar assombrado e sim na cela do asilo.

A única certeza que tenho é que essa experiência foi real e que por pouco consegui escapar de algo que veio ao meu encontro. Algo dotado de grandes asas de couro... Compreende agora por que era tão difícil falar a respeito do assunto?

Cordialmente,
Dr. Lionel F, Trollope

HANDOUT: Der Wanderer durch den See

A capa do Der Wanderer Durch den See
Escrito em inglês com trechos em alemão por A.R., editado em 1923 pela White Hall Press, de Londres.

Um livro pequeno, 15 por 10 cm, com 97 páginas, encadernado em tecido azulado, sem título na capa ou na espiral.O título, iniciais do autor, data, editora e a dedicatória homenageando Samuel
Taylor Coolidge se encontram na primeira página.

O texto bastante complexo é dividido em duas partes, intitulados Primeiro Ato e Segundo Ato. Ele descreve o que parecem ser os sonhos de um homem viajando a caminho de uma terra estranha acessada através de seu inconsciente. Ele é escrito em estilo de narrativa, embora alguns trechos contenham poesias e descrições vívidas. Os trechos com sonhos, escritos em alemão (sendo o restante do livro em inglês) focam em uma espécie de força ou poder que o homem tenta entender. Essa força, uma espécie de energia viva e consciente seria superior à humanidade e veria o progresso da civilização assim como nós enxergamos as formigas em um formigueiro. O sonhador se refere a esta força como “Kaiwan”, mas em mais de um momento se dirige a ela como “Aquele de quem não se fala”. Os sonhos ocorrem em um cenário distinto, em um tipo de cidade que seria a fonte de poder desta força buscada ao longo da intrincada narrativa.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Notícias Chocantes

Londres, 21 de Novembro de 1928

Na manhã seguinte, uma notícia chocante nos jornais preocupa os investigadores:

Howard e o Dr. Sterne concordam que a descrição do homem que assassinou o Dr. Trollope se aproxima muito do homem visto por eles recentemente. Para sua própria segurança, o grupo decide que é melhor seguirem nas investigações com cuidado e sempre em grupo. Pietro passa a andar armado.

DELIA MORTIMER (Hardston) - O´Malley consegue descobrir através do diretório telefônico o telefone de Delia e marca com ela um encontro em uma Casa de Chá. Delia comparece ao encontro com uma expressão preocupada. Ela diz que conheceu Alexander Roby em 1923 e chegou a ficar noiva dele. Ela reconhece o nome "Edwards" e afirma que esteve com Alexander em uma palestra sobre ocultismo presidida por este homem no Clube Enfield, em Middlesex no começo de 1925. Na ocasião, Alex teria ficado fascinado pelas idéias de Edwards.

Delia não sabia que o ex-noivo estava em uma casa de repouso e fica triste ao ser informada de suas condições. Ela casou recentemente e não deseja ver Alex novamente, embora não lhe deseje mal. Ela diz ainda que Alex lhe presenteou com um livro de poesias em alemão chamado "Der Wanderer Durch den See". Ela guardou o livro, mas se nega a emprestar aos investigadores o volume dando a desculpa de que não sabe onde ele está guardado.

Naquele mesmo dia, Morrison, Murdoch e Noah visitam a casa do dr. Trollope e conversam com a Srta. Hughes. Ela lhes informa que o Dr. Trollope antes de ser assassinado havia entregue a ela uma carta endereçada ao Dr. Sterne para ser colocada no correio. Em virtude da tragédia ela acabou esquecendo de cumprir essa obrigação. O grupo consegue convencê-la a entregar a carta em mãos. Enquanto Noah e Murdoch distraem a amável governanta que se dispõe a preparar alguns bolinhos na cozinha para as visitas, Morrison sobe as escadas e investiga a biblioteca do médico. Ele encontra o volume do "Der Wanderer" em meio a outros títulos em alemão. O mágico coloca o livro em seu casaco e retorna antes da govenanta terminar de preparar o chá.

De posse do livro e da carta póstuma, eles deixam a casa do médico.

Seguindo a pista deixada por Delia Morrison, Howard, Davemport, Lydia Barker e Arjuna visitam o Clube Enfield em Middlesex onde verificam o livro de palestrantes e eventos ocorridos no início de 1925. Eles descobrem que um dos palestrantes era um certo Montague Edwards, o tema escolhido por ele era "Religiões Antigas e sua relação com os Mitos dos dias atuais".

Investigações

CAPÍTULO 2 - A WALK IN THE PARK
Londres, 20 de Novembro, 1928

O grupo de investigadores se divide para pesquisar as pistas obtidas:

MALCOLM QUARRIE (Universidade Pembroke) - Na Pembroke, um grupo formado por O´Malley, Howard, Murdoch encontra-se com o detetive particular Nathaniel Davenport, um amigo de Noah Linner contratado para ajudar na investigação.
No Departamento de História Antiga, eles são informados de que o Professor Malcolm Quarrie não leciona mais na Pembroke. Seu substituto, o professor de cultura Anglo-Saxã, J.R.R. Tolkien (foto) os recebe e fala um pouco a respeito de seu predecessor que ele conheceu apenas em caráter profissional. Tolkien descreve Quarrie com um acadêmico brilhante, especialista em Culturas Ocidentais e Mitos Britânicos. Segundo o Prof. Tolkien, Quarrie teria pedido afastamento em virtude de seu casamento com uma escocesa chamada Hillary. Supostamente ele teria se mudado para a Escócia.
Uma pesquisa na Biblioteca da Pembroke encontra alguns trabalhos e teses de Malcolm Quarrie. Uma análise nesses trabalhos demonstram que ele é realmente um brilhante historiador. Howard compra um dos livros de Quarrie intitulado "British Gods: Religion and Myth in the Western Kingdoms of the Anglo-Saxon Britain", publicado pela editora da Pembroke em 1923. O livro, um tratado sobre religiões britânicas fascina o escritor.

Mais tarde, enquanto almoçam nas imediações, Howard e saudado por um desconhecido. Acreditando se tratar de um fã ele prefere apenas retribuir o cumprimento.

GRAHAN ROBY (Banco Coots & Co) - Arjura e Morrison marcam um encontro com o financista Grahan Roby (à direita), irmão de Alexander. Eles são recebidos em seu escritório na City. Grahan se mostra arredio às perguntas pessoais a respeito de sua família, ele parece ter vergonha da condição do irmão. Grahan conta que a internação de Alexander foi a solução para conter seu comportamento confuso, além disso, a interdição colocou fim aos seus gastos cada vez mais elevados. Grahan não sabe muito além das companhias de Alexander, mas suspeita que estas pessoas estariam manipulando seu irmão para obter dinheiro.

DR. LIONEL TROLLOPE (St. James Park) - O Dr. Trollope (à esquerda) recebe Noah e o Dr. Sterne em sua confortável casa no St. James Park. Ele é o médico da família há anos e um amigo íntimo de Herbert Roby. Embora Trollope pareça saber de informações vitais, ele se nega a revelá-las alegando que não pode comprometer a ética profissional entre médico e paciente. Noah faz amizade com a govenanta da casa, a srta. Enid Hughes que se mostra bastante simpática. Enfim, a visita não se mostra totalmente infrutífera, o grupo fica sabendo que Delia Hardstrom é o nome da ex-noiva de Alexander Roby.

No final do dia, o Dr. Lawrence Sterne é abordado na rua por um estranho à poucas quadras de sua casa. O homem esbarra nele e gratuitamente faz ameaças, chegando a mostrar uma faca. Ele adverte o médico e "seus amigos" para que parem de fazer perguntas e não se envolvam em assuntos que não lhes diz respeito. Consternado, o médico volta para sua casa temendo pela sua segurança e de seus familiares.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um sonho perturbador

Na noite após a visita a Alexander Roby, Patrick O´Malley, William Murdoch, Alan Morrison, Ralph Lauren e Noah Linner tem um sonho em comum.
Você está em uma rua movimentada de Londres. É noite e você tem muita pressa mas outros pedestres que atrasam seu progresso. Apesar de sua pressa, a cada cem metros você para para verificar algo em seu bolso e se você não o perdeu. Trata-se de uma chave antiquada e enferrujada. Você segue em frente até que alcança um imenso portão d eferro batido em um alto muro de pedra. O metal é retorcido e escuro. Você apanha a chave e consegue abrir a fechadura. A porta se abre com um rangido e você avança.

Está escuro além do muro. Um odor enjoativo empesteia o ar, é um cheiro adocicado de fruta.
Você olha para trás e fica impressionado ao perceber como a cidade está distante. A lua cheia surge de trás das nuvens e você percebe que está em uma planície com algumas árvores esparsas. Você vê estruturas de pedra, como obeliscos pagãos. Um raio risco o céu e o vento sopra com força trazendo a certeza de que uma tempestade se aproxima. De repente, parece que você não está mais sozinho. Um sentimento de urgência o aflige e você tem que voltar. Você corre o mais rápido possível, ao longe vê o portão, mas ele está fechando. Você corre ainda mais rápido, mas suas pernas parecem cada vez mais pesadas e o portão mais distante. Em sua ânsia de chegar, você tropeça e cai. Nisso, o portão se fecha com um estrondo. Você sente um inominável terror irracional.
De repente, você não está sozinho. Ao se voltar, percebe que há alguém ali com você. É o Mensageiro Mascarado da peça "A Rainha e o estranho". Ele entrega um envelope e se dirige para o portão abrindo-o. ^Você cruza o portão e ao se afastar abre o envelope com as mãos trêmulas. Dentro dele com uma caligrafia rebuscada está escrito:
"Ele está vindo, o Rei Esfarrapado está à caminho! A terra será Carcosa e Carcosa será a Terra. Vá e avise os outros através de sua arte".
Uma voz feminina do nada pergunta então: "Você viu o símbolo amarelo?"
Você desperta em sua cama, suado e com o coração acelerado. O cheiro adocicado ainda pode ser sentido no ar. Você não consegue mais dormir essa noite. Sua cabeça está repleta de idéias, sua mente fervilhando. Você precisa fazer algo antes que enlouqueça... precisa transformar esses pensamentos em arte.