segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Notícias Chocantes

Londres, 21 de Novembro de 1928

Na manhã seguinte, uma notícia chocante nos jornais preocupa os investigadores:

Howard e o Dr. Sterne concordam que a descrição do homem que assassinou o Dr. Trollope se aproxima muito do homem visto por eles recentemente. Para sua própria segurança, o grupo decide que é melhor seguirem nas investigações com cuidado e sempre em grupo. Pietro passa a andar armado.

DELIA MORTIMER (Hardston) - O´Malley consegue descobrir através do diretório telefônico o telefone de Delia e marca com ela um encontro em uma Casa de Chá. Delia comparece ao encontro com uma expressão preocupada. Ela diz que conheceu Alexander Roby em 1923 e chegou a ficar noiva dele. Ela reconhece o nome "Edwards" e afirma que esteve com Alexander em uma palestra sobre ocultismo presidida por este homem no Clube Enfield, em Middlesex no começo de 1925. Na ocasião, Alex teria ficado fascinado pelas idéias de Edwards.

Delia não sabia que o ex-noivo estava em uma casa de repouso e fica triste ao ser informada de suas condições. Ela casou recentemente e não deseja ver Alex novamente, embora não lhe deseje mal. Ela diz ainda que Alex lhe presenteou com um livro de poesias em alemão chamado "Der Wanderer Durch den See". Ela guardou o livro, mas se nega a emprestar aos investigadores o volume dando a desculpa de que não sabe onde ele está guardado.

Naquele mesmo dia, Morrison, Murdoch e Noah visitam a casa do dr. Trollope e conversam com a Srta. Hughes. Ela lhes informa que o Dr. Trollope antes de ser assassinado havia entregue a ela uma carta endereçada ao Dr. Sterne para ser colocada no correio. Em virtude da tragédia ela acabou esquecendo de cumprir essa obrigação. O grupo consegue convencê-la a entregar a carta em mãos. Enquanto Noah e Murdoch distraem a amável governanta que se dispõe a preparar alguns bolinhos na cozinha para as visitas, Morrison sobe as escadas e investiga a biblioteca do médico. Ele encontra o volume do "Der Wanderer" em meio a outros títulos em alemão. O mágico coloca o livro em seu casaco e retorna antes da govenanta terminar de preparar o chá.

De posse do livro e da carta póstuma, eles deixam a casa do médico.

Seguindo a pista deixada por Delia Morrison, Howard, Davemport, Lydia Barker e Arjuna visitam o Clube Enfield em Middlesex onde verificam o livro de palestrantes e eventos ocorridos no início de 1925. Eles descobrem que um dos palestrantes era um certo Montague Edwards, o tema escolhido por ele era "Religiões Antigas e sua relação com os Mitos dos dias atuais".

Investigações

CAPÍTULO 2 - A WALK IN THE PARK
Londres, 20 de Novembro, 1928

O grupo de investigadores se divide para pesquisar as pistas obtidas:

MALCOLM QUARRIE (Universidade Pembroke) - Na Pembroke, um grupo formado por O´Malley, Howard, Murdoch encontra-se com o detetive particular Nathaniel Davenport, um amigo de Noah Linner contratado para ajudar na investigação.
No Departamento de História Antiga, eles são informados de que o Professor Malcolm Quarrie não leciona mais na Pembroke. Seu substituto, o professor de cultura Anglo-Saxã, J.R.R. Tolkien (foto) os recebe e fala um pouco a respeito de seu predecessor que ele conheceu apenas em caráter profissional. Tolkien descreve Quarrie com um acadêmico brilhante, especialista em Culturas Ocidentais e Mitos Britânicos. Segundo o Prof. Tolkien, Quarrie teria pedido afastamento em virtude de seu casamento com uma escocesa chamada Hillary. Supostamente ele teria se mudado para a Escócia.
Uma pesquisa na Biblioteca da Pembroke encontra alguns trabalhos e teses de Malcolm Quarrie. Uma análise nesses trabalhos demonstram que ele é realmente um brilhante historiador. Howard compra um dos livros de Quarrie intitulado "British Gods: Religion and Myth in the Western Kingdoms of the Anglo-Saxon Britain", publicado pela editora da Pembroke em 1923. O livro, um tratado sobre religiões britânicas fascina o escritor.

Mais tarde, enquanto almoçam nas imediações, Howard e saudado por um desconhecido. Acreditando se tratar de um fã ele prefere apenas retribuir o cumprimento.

GRAHAN ROBY (Banco Coots & Co) - Arjura e Morrison marcam um encontro com o financista Grahan Roby (à direita), irmão de Alexander. Eles são recebidos em seu escritório na City. Grahan se mostra arredio às perguntas pessoais a respeito de sua família, ele parece ter vergonha da condição do irmão. Grahan conta que a internação de Alexander foi a solução para conter seu comportamento confuso, além disso, a interdição colocou fim aos seus gastos cada vez mais elevados. Grahan não sabe muito além das companhias de Alexander, mas suspeita que estas pessoas estariam manipulando seu irmão para obter dinheiro.

DR. LIONEL TROLLOPE (St. James Park) - O Dr. Trollope (à esquerda) recebe Noah e o Dr. Sterne em sua confortável casa no St. James Park. Ele é o médico da família há anos e um amigo íntimo de Herbert Roby. Embora Trollope pareça saber de informações vitais, ele se nega a revelá-las alegando que não pode comprometer a ética profissional entre médico e paciente. Noah faz amizade com a govenanta da casa, a srta. Enid Hughes que se mostra bastante simpática. Enfim, a visita não se mostra totalmente infrutífera, o grupo fica sabendo que Delia Hardstrom é o nome da ex-noiva de Alexander Roby.

No final do dia, o Dr. Lawrence Sterne é abordado na rua por um estranho à poucas quadras de sua casa. O homem esbarra nele e gratuitamente faz ameaças, chegando a mostrar uma faca. Ele adverte o médico e "seus amigos" para que parem de fazer perguntas e não se envolvam em assuntos que não lhes diz respeito. Consternado, o médico volta para sua casa temendo pela sua segurança e de seus familiares.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um sonho perturbador

Na noite após a visita a Alexander Roby, Patrick O´Malley, William Murdoch, Alan Morrison, Ralph Lauren e Noah Linner tem um sonho em comum.
Você está em uma rua movimentada de Londres. É noite e você tem muita pressa mas outros pedestres que atrasam seu progresso. Apesar de sua pressa, a cada cem metros você para para verificar algo em seu bolso e se você não o perdeu. Trata-se de uma chave antiquada e enferrujada. Você segue em frente até que alcança um imenso portão d eferro batido em um alto muro de pedra. O metal é retorcido e escuro. Você apanha a chave e consegue abrir a fechadura. A porta se abre com um rangido e você avança.

Está escuro além do muro. Um odor enjoativo empesteia o ar, é um cheiro adocicado de fruta.
Você olha para trás e fica impressionado ao perceber como a cidade está distante. A lua cheia surge de trás das nuvens e você percebe que está em uma planície com algumas árvores esparsas. Você vê estruturas de pedra, como obeliscos pagãos. Um raio risco o céu e o vento sopra com força trazendo a certeza de que uma tempestade se aproxima. De repente, parece que você não está mais sozinho. Um sentimento de urgência o aflige e você tem que voltar. Você corre o mais rápido possível, ao longe vê o portão, mas ele está fechando. Você corre ainda mais rápido, mas suas pernas parecem cada vez mais pesadas e o portão mais distante. Em sua ânsia de chegar, você tropeça e cai. Nisso, o portão se fecha com um estrondo. Você sente um inominável terror irracional.
De repente, você não está sozinho. Ao se voltar, percebe que há alguém ali com você. É o Mensageiro Mascarado da peça "A Rainha e o estranho". Ele entrega um envelope e se dirige para o portão abrindo-o. ^Você cruza o portão e ao se afastar abre o envelope com as mãos trêmulas. Dentro dele com uma caligrafia rebuscada está escrito:
"Ele está vindo, o Rei Esfarrapado está à caminho! A terra será Carcosa e Carcosa será a Terra. Vá e avise os outros através de sua arte".
Uma voz feminina do nada pergunta então: "Você viu o símbolo amarelo?"
Você desperta em sua cama, suado e com o coração acelerado. O cheiro adocicado ainda pode ser sentido no ar. Você não consegue mais dormir essa noite. Sua cabeça está repleta de idéias, sua mente fervilhando. Você precisa fazer algo antes que enlouqueça... precisa transformar esses pensamentos em arte.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Entrevista com Alexander Roby

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Weobley (Londres) 19 de Novembro 1928
Alexander Roby ocupa um dos quartos da ala de observação do St. Agnes.

Assim que Evans anuncia que Roby tem vista, ele se volta para a porta perguntando por "Delia", e se mostra desanimado ao constatar que a visita não é quem ele esperava. Ao ser perguntado a respeito, ele diz que não quer falar a respeito de "Delia", nem mesmo dizer quem é ela.
Fica claro que Alexander Roby não está no controle de suas faculdades mentais. Ele é pouco coerente em seus pensamentos e é difícil seguir sua linha de raciocínio.
Os investigadores obtém as seguintes informações:
- Roby alega ter sonhos desde criança. Nestes sonhos ele é transportado para a cidadela de Carcosa em Aldebaram. Lá habita Kaiwan, o Rei Amarelo, uma entidade semi-divina que está prestes a retornar a Terra para dar início a uma Era de Iluminação e mudanças no mundo.
- Alex afirma que o retorno do Rei Amarelo trará grandes mudanças na Terra. Através dele o homem conseguirá atingir todo o seu potencial. Ele diz que não se trata de algo religioso, mas de uma mudança na maneira de entender o papel do homem no universo.
- Alexander confessa que no início tinha muito medo de suas visões. Ele só começou a entender o significado desses sonhos graças a ajuda de um homem chamado Edwards. Um estudioso do mito do Rei Amarelo que lhe abriu os olhos para o propósito de seus sonhos: "preparar o mundo para a vinda do Rei".
- Alexander não sabe precisar quando o Rei virá, mas ele sabe que o alinhamento está cada vez mais próximo. "Edwards e os outros" tentam precisar a data há anos, mas finalmente ela parece estar próxima. "Os sinais em breve poderão ser sentidos, agora algumas pessoas já sentem a presença dele. Artistas, profetas e visionários já sentem que a Nova Era está chegando".
- Malcolm Quarrie, um associado de Edwards, teria se desentendido com o estudioso quanto a certos aspectos do retorno de Kaiwan. O desentendimento, segundo Roby, dividiu o grupo, Quarrie teria se afastado para seguir suas próprias convicções. Alexander acredita que Edwards é um homem de visão e está certo. Ele admira Quarrie mas não compartilha de suas idéias.
- Alexander explica que o símbolo amarelo, apresentado na peça de teatro é o brasão do Rei de Carcosa. Ele ficou furioso ao ver o símbolo exposto daquela maneira: "Nem todos estão preparados para ter a visão!"
- Ele critica a peça dizendo ser ela uma fraude: "A vinda do Rei não dará início a uma Era de Terror, mas de maravilhas... um despertar!" ele diz. Mesmo assim, ele pede desculpas por ter agido da forma que agiu e afirma que esse comportamento não irá se repetir.
- Roby pede que os investigadores conversem com o Dr. Highsmith e com o Dr. Lionel Trollope, e intercedam para que ele seja liberado em breve. Ele afirma que Edwards está concluindo os preparativos e que os dois precisam conversar antes da chegada.
Preocupados com a sanidade de seu amigo, os investigadores deixam o asilo para retornar a Londres.

Visita ao Asilo St. Agnes em Weobley

Capítulo 1 - THE MADMAN
Londres, 19 de Novembro 1928



Os investigadores partem domingo pela manhã de trem com destino a Weobley. Na estação de trens um veículo dirigido por um enfermeiro de nome Evans os espera para levá-los até o asilo.

O Asilo St. Agnes é bem diferente do que se espera de uma instituição para doentes mentais nos anos 20. Não há muros, grades nas janelas ou segurança rígida. Os internos são bem tratados, passando por tratamentos alternativos que restringem o emprego dos temidos choques elétricos e drogas comportamentais. A equipe é bem treinada, tudo é imaculadamente limpo e os internos tratados com respeito. Não por acaso, o asilo é uma referência de tratamento e seu diretor recebe elogios da comunidade médica.


Evans conduz o grupo até o escritório do Dr. Charles Highsmith que os recebe gentilmente. Na entrevista com o médico, o grupo descobre as seguintes informações relevantes:
- Alexander Roby foi internado no St. Agnes em Dezembro de 1926. Os documentos de internação foram assinados pelo seu único parente e responsável, o Sr. Grahan Roby. O médico da família, Dr. Lionel Trollope supervisionou a internação.
- Os exames realizados demonstram que Roby sofre de Astrofobia e terrores noturnos. Ele também é acometido de alucinações. Ele vem sendo tratado com láudano e sessões de hipnose. Seu quadro de ansiedade também é preocupante. Highsmith não descarta a possibilidade de esquizofrenia. Durante as sessões Roby disse que em seus sonhos é transportado para uma cidade chamada Carcosa habitada por uma entidade superior, o Rei Amarelo. Lá ele recebe visões sobre o retorno dessa figura mítica.

- As crises de Roby são mais intensas entre os meses de Outubro e Dezembro, quando ele precisa muitas vezes ser sedado. O médico afirma no entanto que ele não é violento. Highsmith se interessa muito por essa peculiaridade que ele batizou de "Mania Sazonal". O médico não crê na hipótese de Roby estar envolvido na morte do pai e irmã. Ele, no entanto, guarda um enorme sentimento de culpa pelo ocorrido.

- A fuga de Roby aconteceu no começo da noite aproveitando um descuido de Evans. Roby anteriormente havia pedido permissão para assistir uma peça teatral da qual soube pelo jornal. Ele roubou o sobretudo de um enfermeiro e escapou pelo jardim. Para chegar a Londres pegou carona.

- O Dr. Sterne pede ao Dr. Highsmith para verificar o quarto de Alexander que está temporariamente isolado. No quarto encontra vários livros d epoesia, alguns papéis e anotações mas nada de muito interesse. O interno que ocupa o quarto ao lado de Roby é um senhor chamado Lucius Harriwell. Ele fala a respeito dos sonhos de Roby e comenta que ele fala "coisas malucas" enquanto dorme. Deixado de lado, Harriwell volta para seu quarto.

Notícias e Recepção


Londres, 18 de Novembro 1928

Como esperado, os jornais trazem matérias sobre os acontecimentos no Scalla durante a première da peça "A Rainha e o Estranho".

O caderno de entretenimento do London Times trás uma crítica devastadora sobre a peça. Em linhas gerais, o crítico aconselha Talbot Estus a procurar outra ocupação pois dramaturgia não é seu forte. Os comentários no Daily Times também são contundentes, a peça é comparada a um "trágico acidente ferroviário cuja vítima é o público".

Os jornais destacam também o distúrbio ocorrido no teatro e atribuem a confusão a fumaça utilizada nos efeitos cenográficos. A fumaça teria causado a impressão de que o teatro estava em chamas o que despertou o pânico na multidão. O jornal afirma que algumas pessoas foram presas e que outras tiveram ferimentos leves. Nenhum jornal menciona a prisão de Alexander Roby. A jornalista Lydia Barker que escreveu uma matéria incluíndo o nome de Roby se surpreende ao descobrir que o parágrafo em que ele era citado simplesmente foi censurado.

O Dr. Sterne telefona para o sanatório St Agnes e conversa brevemente com o Dr Highsmith que convida ele e os amigos de Roby para fazer uma visita na manhã seguinte. sterne entra em contato com os outros e combina uma viagem até Weobley amanhã cedo.
Soirè no Hotel Bloominton

Apesar dos acontecimentos na noite de estréia, a recepção ocorre com um pequeno número de constrangidos convidados. O elenco da peça comparece ao salão de festas em um clima pouco festivo.

Howard, O´Malley, Murdoch e Morrison conversam brevemente com a atriz principal da peça, a Sra Hannah Keith que se diz indignada com os acontecimentos. Ela comenta que desde o princípio tinha um mal pressentimento sobre essa peça por ela ser bizarra. Ela diz que chegou a ter pesadelos sobre a peça e seu contúdo mórbido.

Durante a recepção corre o rumor de que a peça será cancelada e que Estus está enfrentando a ira de seus patrocinadores. Ele discute com o dono do Scalla furioso com a desordem. Fica claro que futuras apresentações não irão acontecer.

Os investigadores conseguem conversar com Estus a respeito da peça. Ele garante que não esperava aquela reação do público e que não entende o que aconteceu. "Obras de arte devem causar uma reação nas pessoas, mas eu não imaginava que haveria violência." diz ele.

Estus confidencia que "A Rainha e o Estranho" é uma adaptação de uma peça francesa escrita por Gaston Castaigne, um obscuro dramaturgo do século XVIII. A montagem chegou a ser encenada em Paris, até ser proibida pelo próprio Napoleão III que a considerou imprópria. O texto original foi inspirado pelo livro "Le Rois en Jeune" ou "O Rei Amarelo", uma obra que Estus adquiriu em um leilão na América. Ainda a respeito da peça, ele afirma ter escrito o texto a partir de sonhos recorrentes e que a considera uma obra prima que ainda será recohecida como tal.

O que vocês sabem sobre Alexander Roby

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ALEXANDER ROBY

Alexander Roby nasceu em londres em 1898, em uma tradicional e próspera família da alta sociedade inglesa. Seu pai, Herbert era secretário do Ministério das Relações Exteriores e em virtude de seu trabalho a família morou em vários países entre os quais Holanda, Itália, Grécia e por um curto período de tempo no oriente. Roby estudou nos melhores colégios e decidiu seguir a carreira nas artes influenciado por sua mãe, Lady Eleanor Roby, uma conhecida patronesse das artes. Alexander tentou a pintura e a escultura, mas encontrou sua verdadeira vocação na poesia. Seu estilo clássico e melancólico valeu-lhe a alcunha de "Novo Byron" e seus trabalhos foram publicados com regularidade na sessão de poesia e arte o London Times. Admirado nos círculos literários e elogiado nas rodas de artistas, Alexander logo se converteu em um habitué em festas e vernissages.

Em 1923, passou a frequentar a Sociedade de Prometeus, apresentado por George Bernard Shaw. Lá vocês o conheceram. Ele compareceu a diversas reuniões e saraus e sem aparente motivo se desligou da sociedade em meados de 1925.

Vocês se recordam dele como sendo uma pessoa inteligente, agradável e refinada, dado a tiradas sarcásticas e dono de um senso de humor ácido. Tido como um verdadeiro dândi, Alex como é chamado pels amigos era cobiçado pelas moças da alta sociedade como um bom partido. Ele fala vários idiomas, é culto, rico e se formou pela conceituada Escola Preparatória de Eaton.

Buscando informações sobre Roby e sua família, Lydia Barker encontra a seguinte notícia no arquivo do jornal:

ASSASSINATO EM MANSAO DE MAYFAIR

Um duplo assassinato foi cometido na noite passada na mansão de propriedade do Sr. Herbert Roby, no número 4 da Curzon Street, Mayfair. A polícia foi chamada à casa aproximadamente às 22:45 pelos empregados que haviam acabado de encontrar os corpos de dois membros da família: o Sr. Herbert Roby e sua filha a srta. Georgina Roby. A polícia informou que o crime parece ter sido obra de ladrões apanhados em flagrante pelo dono da casa e sua filha. Ainda assim, um membro da família foi detido para prestar depoimento. O Sr. Roby de 64 anos , era aposentado da Secretaria do Ministério do Exterior e pai do conhecido banqueiro Grahan Roby que estava fora da cidade à negócios na ocasião. As autoridades continuam em busca dos culpados por esse terrível crime.

O jornal é de 15 de Outubro - 1925